domingo, 14 de fevereiro de 2010

Genética

18h de uma sexta-feira significa correria no escritório, afinal não há um cristão ou pagão que não queira um bom lugar no bar. E é correndo que passamos para a cena do bar.

- E aí, cara, semana louca, né?

- Oxe, se foi! Te contei sobre a Lia?

- Sei, a ruiva! Poetinha e professora! 'Cê disse que dessa vez o 'rolé' subia serra, Tabatinga e até a Ponte de 'Todos'! E?

- Então, na segunda ela me ligou toda morgada, dizendo que precisava de mim e marcamos. Achamos um bom restaurante lá na Orla e ficamos por lá.

- Tá e daí? Té agora tudo normal...

- Rapaz, a Bia chegou meia hora depois. Muito educada, passou pela minha mesa e acenou, ela tava com mais duas amigas.

- A morena que fez aquele escândalo quando você resolveu parar de 'fazer ela' de besta? Não gritou dessa vez? Nem quebrou a mesa? MENTIRA!

- Calma, cê não sabe do culto um dízimo! Elas tomaram vinho e lá pela terceira garrafa eu vi aquele par de coxas vindo parecendo que ia me engolir...

- Ai se sesse

- ... ela respirou fundo, bicho, e começou a atirar! Foi a maior declaração de "desamor" que eu já ouvi! Engolia as palavras, batia na mesa, botava a mão na cabeça e se dizia burra! Pirou! Mas se a Bia sozinha já é perigosa, pensa na arma biológica que é junto com a Lia!

- Caralho! E como foi isso?

- Cara, a Lia tomou as dores, só me chamava de cafajeste e perguntava como é que eu podia ter feito isso ou se eu teria coragem de fazer a mesma coisa com ela. E tal "aclamação" acontecia enquanto aqueles deliciosos bolinhos de frango com recheio de cheddar e as fritas chegaram! Foi um bombardeio e eu saí de lá com uma puta fome!

- Seu canalha, que desperdício de bolinhos!

- E de coxas também!

- Ah, mas não acaba aí! Na quarta, visitei a Dani, minha ex. Faz um tempo que ela tá derrubada, repouso total, um cirurgia de não sei o quê. Levei comida, bebida e violão...

- Você quer fugir delas e não consegue!

- Rapaz, já era quase meia noite - que hora mais macabra -, ela me conduz a varandinha do primeiro andar. Eu achando normal, afinal, ver o céu e tocar violão.

- Até que...

- A mulher começa a lembrar da nossa história, dizendo que não entende até hoje o porquê de ter acabado, que não consegue amar mais ninguém...

- 23 cm, no mínimo...

- Galado! E aí sobe naquela parte mais alta, tipo um parapeito, e começa a falar que sente um vazio na vida, que tá sem rumo, perdida e fecha os olhos e relaxa. E aí...

- Pulou?

- Não, pô! A ex-sogra, tão "amada", grita lá da sala pedindo algo! Cara, nunca amei tanto aquela mulher na minha vida!

- Quem diria, salvo pela sogra!

- É!

Dois goles. E uma reflexão de bêbado depois.

- Porra, sacou?

- Hã? Nem chegou na terceira, tá bebo?

- Nããão! A Lia, a Bia e a Dani! Elas três...

- Gostosas! Isso eu já sei! E...?

- Não!!! Irmãs do meio!

- PUTA QUE PARIU!

- É, loucas! Boa sorte.

- Ou 'boa morte'.

9 comentários:

Bia disse...

me ama muuuuito!
faz um texto pra mim e ainda fala das minhas pernas! hahahaha
ei, brincadeiras a parte...
MUITO BOM, MUITO BOM MESMO!
adoro suas crônicas (é isso?)
engraçado demais, bobo
:*

Nathi disse...

Não me perdou, desde o dia 14 que esta preciosidade estava aqui e eu não sabia!

o.O

Enfim, maravilhoso!

Mas que é loucura...Lia, Dani e Bia, não tinha como uma só dar trabalho, tinha que ser umas três logo!

Mulher, bixo complicado pra cacete, ainda bem que sou uma...não preciso me entender mesmo!

Ufa!

Samis disse...

meu comentário anterior não entrou aqui não?
õ.O

ei
essa música é um atentado




e o pior é que não passa mesmo...
=)

Malandrinha disse...

Bia, Lia Dani e "Bya"....Vc percebeu?

Também sou uma irmã do meio.

Rsrsrsrs. Tá explicado?

Rute Vieira disse...

danado!
uma beleza, uma be-le-za! ;]

GABRIEL, gustavo disse...

Obrigado pelo elogio bem dotado.

E um Ode ao irmão do meio.

Yuri Padilha disse...

Rapaz, o elogio não foi pra vc. Esse texto não é tão autobiográfico assim.

; )

GABRIEL, gustavo disse...

Eu me acho.

Não importa se você acha. xD

Yuri Padilha disse...

Que vc se acha não é novidade.

=D

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